A 12 de Março de 1955, aos 34 anos, morria um dos grandes génios do Jazz: Charlie Parker.
Músico descomprometido, intelectual, virtuoso do saxofone alto, por muitos classificado como o melhor de sempre, fez evoluir a harmonia, o ritmo, a melodia.
Não hesitou em fundir os tons do jazz com a música latino-americana, ou mesmo com a música dita clássica, a partir de estudo de autores como, por exemplo, Edgar Varèse.
Carinhosamente conhecido como Yardbird ou, apenas, Bird, foi um dos grandes ícones, a par de Dizzy Gillespie, que divulgaram o som que viria a ser conhecido como bebop.
("Yardbird Suite")
Inspirou escritores como Jack Kerouac ("On The Road") ou Júlio Cortazár ("O Perseguidor"), e cineastas como Clint Eastwood que, em 1988, lhe dedicou "Bird", com o qual ganhou um Globo de Ouro, e o actor Forest Whitaker o prémio para melhor interpretação no Festival de Cannes.
Charlie Parker, em sentido figurado, fez viajar o jazz das ruas de New Orleans para as avenidas de New York.
("Embraceable You")
Sem comentários:
Enviar um comentário