domingo, 2 de março de 2014

BON JOVI, PARABÉNS!



Então, hoje, 2 de Março, parabéns, Mr. John Francis Bongioni, nascido há 52 anos em New Jersey.
Bem, talvez não o conheçam por John Francis Bongioni, mas sim por Jon Bon Jovi.
Este post é dedicado às milhares e aos milhares de fãs dos "Bon Jovi" no nosso país.
Lá vai:
("It's My Life")

Bom, e a pedido de várias famílias....
("Livin' on a Prayer")

....e de outras famílias igualmente respeitáveis,
("Keep The Faith")

sábado, 1 de março de 2014

BIG BANDS

Quando se fala ou escreve sobre música, nos nossos dias, por vezes esquecemo-nos de um estilo que, nos anos 30 e 40 do século passado, fez dançar a América e a Europa, transportada, até, nos aviões e navios que desembarcavam as tropas americanas em Inglaterra, nos idos da II Guerra Mundial.
Esse "swing", inconfundível, de raízes jazzísticas, viria a influenciar o panorama musical dos anos vindouros, tocado, com alma, por orquestras de metais e violinos, que fizeram furor na época, geralmente conhecidas por "big bands".
("Moonlight Serenade", de Glenn Miller)
E a 1 de Março de 1904 nascia um dos grandes responsáveis por essa música: Glenn Miller.
Compositor, chefe de orquestra, executante (trombone), Miller foi, a par de nomes como Benny Goodman, Tommy Dorsey, Count Basie, Harry James ou Chick Webb, um dos chefes de orquestra que deram a cara (e o nome) às referidas big bands, como a Glenn Miller Orchestra, que ainda hoje perdura, e que esteve entre nós, a 20 de Fevereiro, a fazer dançar o Centro Cultural de Belém.
Concertos pelo país, espectáculos na rádio, para as tropas na Europa, o swing entrou para ficar.
Glenn Miller, então major da força aérea americana, viria a desaparecer, sobre o Canal da Mancha, a 15 de Dezembro de 1944.
Mas a música, essa, ficou. E gerou muitos e bons filhos! 
("In The Mood", de Glenn Miller)

UNIVERSIDADE

 
No dia 1 de Março de 1290, em Leiria, o rei D.Dinis assinava o documento "Scientiae Thesaurus Mirabilis", que instituía o Estudo Geral, sancionado por bula do papa Nicolau IV a 9 de Agosto do mesmo ano, embrião da Universidade portuguesa, inicialmente localizada em Lisboa e que, em 1537 se fixa em Coimbra.
Por isso, aos efémeros passeantes do poder, recomenda-se, e agradece-se, até por uma questão de simples...educação, que se tenha respeito, muito respeito, por uma Instituição com 724 anos, que é uma das mais antigas da Europa, e cuja centenária actividade tem sido motivo de orgulho para o país, e internacionalmente reconhecida e elogiada.
A cega ideologia da terra queimada, do destruir por destruir, de tudo privatizar não pode, não deve, insultar tão ilustre Casa.
Muito menos reduzi-la a simples recreio de praxes, despojando-a dos instrumentos que lhe permitam continuar a formar, a inovar, a investigar e a desenvolver,
Para o bem de todos.
É tempo de acordar!
("Acordai!", música de Fernando Lopes-Graça, poema de José Gomes Ferreira)

CHOPIN

 
Nasceu na Polónia a 1 de Março de 1810.
Aos 21 anos mudou-se para Paris, nunca mais regressando à sua terra natal.
Morreu, vítima de tuberculose, a 17 de Outubro de 1849.
O seu corpo repousa no cemitério parisiense de Père Lachaise.
O seu coração, encerrado num cofre, está, para sempre, depositado em Varsóvia, na sua Polónia que nunca esqueceu.
("Polonaise em lá bemol maior", dita "Heróica", interpretada por Vladimir Horowitz)

Frederic Chopin foi um  dos maiores pianistas, e compositores para piano, de todos os tempos, na esteira de um Mozart ou de um Beethoven, que elevaram aos céus esse instrumento, quando tocado a solo.
As suas composições fazem parte do repertório básico de qualquer pianista dos nossos tempos, como a grande Maria João Pires.
Estudioso da música folclórica do seu país, compôs mazurcas e as conhecidas "polonaises", integrando os sons e tonalidades pátrias.
Chopin era tecnicamente exigente, profundamente expressivo, enfatizando também a dança.
Foi um inovador, compondo baladas, sonatas, valsas, nocturnos, estudos, prelúdios, improvisos.
Além de nacionalista fervoroso, sofrendo com mais uma partilha da Polónia após o Congresso de Viena, na sequência da derrota de Napoleão (o qual, por curiosidade, tinha reconstituído o Ducado de Varsóvia).
Foi um dos pilares da música romântica do século XIX, e dos ideais românticos de liberdade e independência, fazendo parte dos círculos de amizade de Franz Lizt, Eugène Delacroix, Hector Berlioz, Felix Mendelsshon. Alfred de Vigny ou Vincenzo Bellini. Foi admirado por Robert Schumann que, sobre ele, terá exclamado: "Chapéus ao alto cavalheiros! Um génio!".
Foi em Paris, também, que Chopin viveu o grande amor da sua vida, entre 1837 e 1847, mantendo uma relação, por vezes tempestuosa, com a viscondessa e escritora Amandina-Aurore Lucile Dupin, que o mundo viria a conhecer como George Sand. 
("Nocturno Op. 9 N.3" por Maria João Pires)

A herança e o legado de Chopin, especialmente na abordagem do piano e das composições para o mesmo, mantêm-se vivas e actuais até aos dias de hoje.
Como curiosidade, acrescenta-se que o tema "United States of Eurasia", do album de 2009 "The Resistance", dos Muse, inclui uma sonata de piano ("Collateral Damage") baseada no "Nocturno Op.9 N. 2 do eterno Chopin.
 ("United States of Eurasia")
 

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

ROLLING STONES

 
Faria hoje 72 anos.
Morreu a 3 de Julho de 1969, em circunstâncias ainda polémicas, menos de um mês depois de ter sido despedido dos Rolling Stones (8/06/1969), por alegado excessivo consumo de drogas e álcool.
Era o único do grupo que sabia ler e escrever partituras.
Inventivo, criativo, especialmente nas técnicas de guitarra, e também cítara, harmónica, harpa, saxofone e acordeão.
Foi, por muitos especialistas, considerado a alma mater dos Rolling Stones.
Chamava-se Brian Jones.
("You Got The Silver" - do album "Let It Bleed" de 1969. Última colaboração de Brian com os Stones)

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

PORTUGUESES PIOR, PORTUGAL MELHOR (?!?!)

("Sôtôra, foi este menino, foi este!!! Eu cá não!!!")

"A vida das pessoas não está melhor, mas a do país está muito melhor.".
Ninguém se ri? Ou chora? Ou se zanga?
Esta frase lapidar foi proferida por Luís Montenegro, chefe da bancada parlamentar do PSD durante o XXXV congresso deste partido que, de 21 a 23 de Fevereiro de 2014, decorreu em Lisboa, no Coliseu dos Recreios.
Só faltou o Palhaço Batatinha!
Mas este é artista a sério.
Porque, de acordo com os outros "artistas" do magno conclave,
Conclui-se que a vida dos portugueses está pior,
Mas que a do país está melhor!
De onde se pode deduzir que
Os milhares de portugueses atirados para o desemprego;
Os milhares de portugueses empurrados para a emigração;
Os milhares de investigadores e cientistas privados de bolsas;
Os milhares de pensionistas a quem foram esbulhadas as pensões;
Os milhares de trabalhadores, públicos ou privados, a quem foram cortados os salários;
Os milhares de doentes a quem são negados os atrasados os tratamentos;
Os milhares de pobres envergonhados que a crise gerou;
Os sem-abrigo, cada vez mais, atirados para as sombras dos becos;  
Afinal, não são portugueses, porque o seu país não é Portugal!
O país, o tal, Portugal, no fim de contas,
É terra de leite e mel,
De batatas e bacalhau,
Embora o primeiro-ministro Coelho não tenha dinheiro para bacalhau, diz ele,
É caso de sucesso, case study, case case,
É milagroso económico-financeiro,
É pujante de inovação, investimento, emprego,
Não é o tigre celta,
Mas pode ser o jumento ibérico!
Salvaguardando o bom nome do jerico, claro!
O país respira saúde, alegria,
Futebol e Fátima,
Praxes e touradas, e escorra o vinho,
Ou a cerveja, os shots, os jotas!
Portugal é sucesso, e será ainda mais sucesso, ad aeternum!
Só que, nisto do sucesso, do estar melhor,
Há um problema chato,
Grave,

É que Portugal está cheio de pessoas, de portugueses.
Não se pode pedir ao estimado Governo que
Mande varrer os portugueses para debaixo do tapete?
Ficava um brinquinho...


(Reflexão a sério, de um Homem vertical, Eduardo Lourenço, nas Correntes d'Escrita, este ano:
"Dá a impressão de que, de repente, fomos invadidos...por uma espécie de vampiros."
  

UCRÂNIA

 
Para quem esteja distraído, a fronteira acima traçada a vermelho respeita aos limites do Império Austro-Húngaro, entre 1867 e 1918 ano em que, por imposição do Tratado de Versalhes, no final da I Guerra Mundial, foi dissolvido.
A norte, está a mãe protectora, a Confederação Germânica do século XIX, que agora conhecemos como Alemanha.
A Leste, perfila-se a Rússia, que já foi União Soviética, e que já tinha sido Rússia.
Um Império na sequência do Congresso de Viena, que "pacificou" a Europa depois do vendaval napoleónico, e do despertar das nacionalidades, como na Grécia e Bélgica.
Enfim, o statu quo europeu.
E nas franjas desse império, de clara influência germânica, vemos, por exemplo, Eslovénia, Croácia e...Ucrânia.
Pois...
A guerra na ex-Jugoslávia já foi há 20 anos, a UE varreu-a para debaixo do tapete, eslovenos e croatas eram todos santos inocentes, os sérvios e seus aliados russos eram os que comiam criancinhas ao pequeno-almoço. Agora, a Croácia e a Eslovénia são "bons alunos" da UE. E o Kosovo separado da Sérvia. Jawohl, Frau Angela?
Pois...
Na Ucrânia, um déspota corrupto, mas livremente eleito, sem contestação, é deposto num golpe de contornos ainda mal definidos, com muitas saudades nazistas à mistura, os arcabuzes da Praça da Independência são heróis impolutos, os russófilos estão sedentos de sangue, a esquadra russa de Sebastopol está quase a avançar sobre esquis a caminho de Kiev. E a Crimeia está proibida de se separar. Jawohl?
Na sua cegueira e incompetência, a UE, agora, na ex-Jugoslávia então, faz as delícias de Putin, fortalecendo uma Rússia isolada, forte, de costas voltadas para a Europa, tudo ao contrário do que defendia, por exemplo, o velho general Charles de Gaulle, quando defendia "..a Europa do Atlântico aos Urais.". Uma Rússia fora da Europa pode vir a ser o pior pesadelo de Merkel e seus lacaios.
E nunca deu bons resultados.
Pelos vistos, ninguém leu a história de Hitler e o seu atoleiro de Estalinegrado, ou de Napoleão e o gelo da Ponte do Berezina.
Este, ao menos, ainda teve a lucidez de, no seu leito de morte, proclamar: "Deixo atrás de mim dois gigantes: Os Estados Unidos e a Rússia".
E a Europa entalada entre os dois! Sem respirar nem falar.
Cega, surda, muda!
Jawohl?